UNIFESP/EPM

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Centro Brasileiro de Informações
sobre Drogas Psicotrópicas

 


PREVENÇÃO

1- Se não é possível acabar com a oferta de drogas, o que pode ser feito?

2- Como podemos ajudar um jovem a ter uma atitude adequada com relação às drogas?

3- Quais as razões que levam uma pessoa a usar drogas? 4- Existem sinais para identificarmos se alguém está usando drogas?

5- Deve-se conversar com os filhos sobre o uso de drogas?

6- Como deve ser a informação que os pais devem dar a seus filhos a respeito de drogas?

7- Como os pais devem exercer sua autoridade?

8- Quando se torna impossível conversar com os filhos, a quem os pais devem procurar?

9- O que pode ser feito ao se descobrir que um filho está usando drogas?

10- Pais que usam ou que usaram drogas ilegais no passado estão mais preparados para lidar com o problema?

11- Como as escolas podem colaborar na prevenção do uso indevido de drogas?

12- Em se tratando de jovens que já usam drogas, qual deve ser a atitude da escola?


1- Se não é possível acabar com a oferta de drogas, o que pode ser feito?

O importante é realizar um trabalho de prevenção, ou seja, diminuir a motivação que alguém possa vir a ter de usar drogas. Ainda, um trabalho de conscientização, revelando aos danos sociais, físicos e psicológicos causados pelo uso de drogas.


2- Como podemos ajudar um jovem a ter uma atitude adequada com relação às drogas?

O que os pais podem fazer é tornarem-se exemplo para os filhos. A maneira como os pais lidam com a questão tem muito mais efeito sobre o jovem do que as informações que são dadas.
Ou seja, o que se faz é muito mais importante do que o que se diz. As crianças e os jovens começam a aprender o que é droga quando observam os adultos em busca de tranqüilizantes ao menor sinal de tensão ou  nervosismo. Aprendem também o que é droga quando ouvem seus pais dizerem que precisam de três xícaras de café para se sentirem acordados, ou ainda quando sentem o cheiro da fumaça de cigarros. Além disso, eles aprendem o que é dependência quando observam como seus pais tem dificuldade em controlar diversos tipos de comportamento, como, por exemplo, comer de modo exagerado, fazer compras sem necessidade, trabalhar excessivamente.
Os adultos tem sempre "boas" formas de justificar esses comportamentos, mas na verdade trata-se de um modelo de comportamento impulsivo e descontrolado. E esses modelos de comportamento podem ser copiados pelos jovens na forma como se relacionam com as drogas.
Somos uma sociedade de consumidores de produtos e a maioria de nós estabelece relações complicadas com as drogas. Não é difícil encontrar pessoas que, ao menor sinal de sofrimento, de desconforto, lançam mão de um "remedinho", de uma "cervejinha", de um "cafezinho" ou de um "cigarrinho" para aplacar a ansiedade de forma quase instantânea. Esse é o princípio básico de modelo de comportamento dependente que observamos em um imenso número de adultos e pais que, sem a menor consciência do que estão fazendo, "ensinam" aos filhos, alunos e jovens em geral que os problemas podem ser resolvidos, como que por um passe de mágica, com a ajuda de uma substância.
É muito importante que os jovens compreendam, por meio de nossas atitudes, qual é a atitude adequada em relação às drogas. Esse processo de aprendizagem começa na infância e continua até o final da adolescência.


3- Quais as razões que levam uma pessoa a usar drogas?

Muitas são as razões que podem levar alguém a usar drogas. Cada pessoa tem seus próprios motivos. Os pais não devem tirar conclusões apressadas se suspeitam ou descobrem que o filho ou filha usou ou está usando drogas. É preciso que escutem com muita atenção o que o filho ou a filha tem a dizer para poderem compreender o que está acontecendo. Entre os possíveis motivos, destacamos:


    a) A oportunidade surgiu e o jovem experimentou.

O fato de um jovem experimentar drogas não faz dele um dependente. Porém, mesmo experiências aparentemente inocentes podem resultar em problemas (com a lei, por exemplo). Um jovem que usou drogas passa a ser tratado muitas vezes como "drogado" por seus pais ou professores. O excesso de preocupação com o uso experimental de drogas pode tornar-se muito mais perigoso do que o uso de drogas em si.
Diante dessa situação os pais não se devem desesperar. Reagir com agressividade e com violência pode até mesmo empurrar o jovem para o abuso e a dependência de drogas. Os pais devem alertá-lo sobre possíveis riscos e, se possível, conversar francamente sobre o assunto, aproveitando a oportunidade.


    b) O uso de drogas pode ser visto como algo excitante ou ousado pelos jovens.

Cabe aos adultos alertar os jovens sobre os riscos relacionados com o uso de drogas. Entretanto, muitas vezes são justamente os riscos envolvidos que podem exercer atração sobre eles. Esta é uma das críticas que são feitas às campanhas antidrogas de caráter amedrontador que exageram os riscos. Assim, quando se falar em riscos, a informação deverá ser objetiva, direta e precisa, caso contrário o efeito poderá  até mesmo ser oposto ao desejado. Grande parte dos jovens conhece pessoas que usam maconha e que nunca se interessaram por outras drogas. para eles, a afirmação de que "a maconha é a porta de entrada..." pode soar mentirosa e, como conseqüência, deixarão de ouvir os adultos em assuntos realmente importantes. Por outro lado, se o jovem que ouve essa afirmação nunca experimentou drogas e pouco conhece do assunto, ele pode ficar muito curioso, principalmente porque para os adolescentes assumir riscos faz parte do jogo, em que o próprio risco é transformado em desafio.
Por exemplo, alertar os jovens sobre os riscos de se consumir bebida alcoólica e depois sair dirigindo pode ser feito de forma clara, precisa e objetiva. Isso é muito mais educativo do que discursos dramáticos e aterrorizantes sobre os malefícios do álcool. Dizer de outra forma, tentar exagerar os riscos e perigos pode ser um estímulo ao uso de drogas, principalmente para os jovens.


    c) As drogas podem modificar o que sentimos

Esse poder de transformação das emoções pode se tornar um grande atrativo, sobretudo para os jovens.
A melhor maneira de tentar neutralizar a atração que as drogas exercem seria estimular os jovens a experimentar formas não químicas de obtenção de prazer. Os "baratos" podem ser obtidos através de atividades artísticas, esportivas, etc. Cabe aos adultos tentar conhecer melhor os jovens para estimulá-los a experimentar formas mais criativas de obter prazer e sensações intensas.


    d) Muitas pessoas acreditam que os jovens acabam consumindo drogas pela influência de colegas e amigos (pressão de grupo).

Embora a "pressão do grupo" tenha influência, sabemos que a maioria dos grupos tem um discurso contrário às drogas; mesmo assim, alguns jovens acabam se envolvendo. Mais importante do que estar em acordo com o grupo é estar bem consigo mesmo. Os jovens que dependem exageradamente da aprovação do grupo são justamente aqueles que tem outros tipos de problemas (por exemplo, sentem-se pouco amados pelos pais, deslocados, pouco atraentes, etc.)


    e) O uso de drogas pode ser uma tentativa de amenizar sentimentos de solidão, de inadequação, baixa auto-estima ou falta de confiança

Nesses casos, é importante tentar ajudar o jovem a superar as dificuldades sem a necessidade de recorrer às drogas. Os pais devem dar segurança para seus filhos através de afeto.
Eles devem se sentir amados, apesar de seus defeitos ou de suas dificuldades.


    f) Mas não existe uma pressão externa para consumir drogas?

Sim, essa pressão certamente existe. Nossa sociedade tem como um de seus maiores objetivos a felicidade. O grande problema é que tristeza, descontentamento e solidão passam a ser vistos como situações a serem eliminadas, quando, na verdade, elas fazem parte da vida e devem ser compreendidas e transformadas. Desde muito cedo, as crianças tem um modelo de felicidade diretamente ligado ao consumismo: o que podemos comprar poderá trazer satisfação e felicidade. as propagandas de álcool, cigarro e chocolate veiculam esse modelo, para vender seus produtos. A crença ingênua de que "podemos comprar a felicidade" e de que "tristeza e solidão devem ser evitadas a qualquer preço" constituem o mesmo padrão de relação que os dependentes (consumidores) estabelecem com as drogas (produtos). Nesse sentido, podemos dizer que os "drogados" estão apenas repetindo o modelo de sociedade que lhes oferecemos.
Consumir drogas é uma forma de obtenção de prazer. Isso não pode ser negado. Devemos ter em mente que existem maneiras de se obter prazer cujo preço a pagar pode ser muito alto. Devemos ensinar aos jovens que a fórmula de "felicidade a qualquer preço" imposta pela sociedade aos indivíduos não é a melhor maneira de se viver. No comércio de drogas, jovens são muito utilizados  pelos traficantes como intermediários (conhecidos como "aviões") na venda de drogas ilícitas. Esse comércio lucrativo torna-se uma alternativa de ganho, ainda que ilegal, mas também favorece o contato dos jovens com as drogas, com a violência e com as doenças a elas relacionadas.


4- Existem sinais para identificarmos se alguém está usando drogas?

Com freqüência os pais querem saber quais os sinais que indicam que um jovem esteja usando drogas. Não existe maneira fácil de confirmar a suspeita. Tentar identificar no jovem sinais ou efeitos das diferentes substâncias só tende a complicar ainda mais as coisas. O clima de desconfiança que se instala nessas situações prejudica muito o relacionamento entre os familiares.  É normal e esperado que os jovens tenham segredos e que dificultem o acesso de outras pessoas da família, sobretudo os pais, as questões de sua vida pessoal. Eles tendem também a experimentar situações novas, a assumir atitudes desafiantes e de oposição e até mesmo a apresentar comportamentos ousados que podem envolver riscos. Tais comportamentos constituem traços característicos de uma adolescência normal. A grande dificuldade dos pais é saber até que ponto essas atitudes e comportamentos estão dentro do esperado ou se já significam que o jovem está passando por problemas mais graves e necessitando de ajuda. O mais importante é que os pais tentem sempre conversar com os filhos. Mesmo que o diálogo se torne tenso e cheio de conflitos, ainda assim ele é  uma via de comunicação importante. Os pais devem também se preocupar mais em ouvir do que em dar conselhos. Quando o jovem se isola e o acesso a ele se torna impossível, é um sinal de que é necessário procurar algum tipo de ajuda externa.


5- Deve-se conversar com os filhos sobre o uso de drogas?

Sim, na medida em que eles se mostrarem interessados pelo assunto. Se o uso de drogas puder ser discutido de forma adequada à idade da criança ou do adolescente, vai deixar de ser algo secreto e misterioso, perdendo muito de seus atrativos.
Qualquer atividade vista como oculta do mundo dos pais e dos professores tende a ser vista pelos jovens como instigante e excitante.
A maioria dos pais tende a conversar com os filhos sobre drogas somente quando surgem problemas e conflitos. Entretanto, torna-se muito mais fácil conversar com os filhos sobre esses problemas e conflitos quando os pais já puderam superar  no passado a barreira de falar sobre drogas. É importante também lembrar que conflitos e rebeldia fazem parte da adolescência normal e não indicam necessariamente envolvimento com drogas. Os conflitos dos jovens são necessários para que se tornem adultos, sendo responsabilidade dos pais ensinar seus filhos a lidar com os problemas. Os pais não devem se apavorar com as discussões mas compreender a raiva e a revolta do jovem e mostrarem-se seguros com relação às suas próprias crenças e valores.


6- Como deve ser a informação que os pais devem dar a seus filhos a respeito de drogas?

O primeiro grande problema que se apresenta nessas situações é que freqüentemente os jovens são mais informados a respeito de drogas do que seus pais.
Quando falarem de drogas, os pais devem se basear em substâncias que eles realmente conhecem (por exemplo, álcool ou tranqüilizantes). Os pais em geral tem mais dificuldade em falar sobre drogas legais mas grande parte das informações a respeito de drogas legalizadas (como álcool e tranqüilizantes) tende a ser igualmente válida pra as ilegais. Seria aconselhável que os pais pudessem adquirir conhecimentos básicos sobre as principais substâncias de uso e abuso em nosso meio, para que não transmitam informações sem fundamento ou preconceituosas, como são habitualmente veiculadas em jornais, revistas, televisão, etc. Não há problema algum no fato de os pais admitirem perante os filhos o seu desconhecimento a respeito de drogas, quando for o caso. Eles não precisam ter conhecimentos detalhados para poder ajudar seus filhos.
Relacionamentos familiares sólidos são mais importantes do que o conhecimento que os pais têm sobre drogas. Se, no decorrer de anos de convivência as relações familiarse forem bem constituídas e solidificadas, dificilmente o uso de drogas irá se tornar um problema. Por outro lado, se a qualidade dos relacionamentos for precária, os pais deverão ficar atentos não apenas ao problema das drogas mas também a outros aspectos da vida familiar.
Infelizmente, quando isso acontece, os pais nem sempre têm consciência do distanciamento que existe entre os membros da família. É freqüente que nessas circunstâncias os pais assumam atitudes autoritárias perante os filhos, aumentando ainda mais essa distância. Diante dessas dificuldades, os pais devem recorrer a outras pessoas que possam ajudá-los.


7- Como os pais devem exercer sua autoridade?

A maioria das crianças e adolescentes aceita a autoridade dos pais, sobretudo quando no ambiente familiar estão presentes a confiança e o afeto. Porém, à medida que o adolescente vai se desenvolvendo, a autoridade vai sendo transferida para eles mesmos até que se tornem responsáveis por suas próprias ações. Muitos pais têm dificuldades em abrir mão de sua autoridade conforme os filhos crescem, dificultando, assim, que eles possam se tornar responsáveis por si mesmos.
A autoridade dos pais desempenha papel importante no sentido de dar limites, como exigir que os filhos façam as lições de casa, fixar horários para atividades de lazer, etc. Isso promove a organização interna do jovem, permitindo que ele possa cuidar de si mesmo à medida que vai se tornando adulto. Mas essa autoridade não deve ser confundida  com autoritarismo, arbitrariedade ou rigidez. Para todas as regras tem de haver alguma flexibilidade a fim de que o jovem possa ir testando e sentindo seus limites. Por exemplo, se foi fixado um determinado horário para o jovem chegar de uma festa, um pequeno atraso não deve ser punido. Atitudes drásticas como vilência ou expulsar o jovem de casa não tem resultados positivos e nunca devem ser consideradas solução para os problemas.


8- Quando se torna impossível conversar com os filhos, a quem os pais devem procurar?

Grande parte dos jovens é capaz de se abrir quando os pais passama ouvir mais e falar menos. Mas quando os pais, apesar de tudo, não conseguem mais se comunicar com os filhos devem recorrer a outras pessoas. Mas quais? Os pais, de preferência, devem procurar alguém que o jovem admire ou respeite. Pode ser um parente, um amigo da família, professor, um padre, o médico da família ou um profissional especializado.


9- O que pode ser feito ao se descobrir que um filho está usando drogas?

Não há uma resposta simples para essa questão. Existem muitas maneiras de se responder à pergunta. Alguns pontos devem ser destacados:

    a) Existe uma variedade muito grande de drogas.

    b) Drogas diferentes produzem diferentes efeitos nas pessoas; alguns são perigosos, outros não.

    c) Existem formas mais e menos perigosas de se consumir drogas (injetar drogas é geralmente muito mais perigoso do que usá-las de outras maneiras).

    d) A lei é diferente para cada tipo de droga (é ilegal fumar maconha).

    e) O uso de algumas drogas, como o álcool, é socialmente mais aceitável do que o de outras

Entretanto, o que é ou não socialmente aceitável depende das características da comunidade em questão - seus valores, sua cultura (o álcool não é socialmente aceitável em comunidades muçulmanas) - e não do risco que a droga representa.


a) Cada jovem é uma pessoa diferente e única e podem ser muitas as razões pelas quais alguém se envolve com drogas.

Da mesma forma, existem variadas formas de ajudá-lo a interromper ou moderar o uso de drogas.


b) Os pais têm maneiras diferentes de lidar com um filho que esteja usando drogas.

Embora alguns sejam totalmente contra o uso de qualquer droga, a maioria considera aceitável o uso de determinadas substâncias (bebidas alcoólicas, fumar cigarro). Alguns pais são tolerantes e outros se resignam com o fato de seus filhos usarem drogas.


c) Existem várias instituições de ajuda a pessoas com problemas relacionados ao uso de drogas. 


10- Pais que usam ou que usaram drogas ilegais no passado estão mais preparados para lidar com o problema?

Freqüentemente, não. O lado positivo dessa experiência é que os pais que tiveram a oportunidade de experimentar substâncias ilegais provavelmente não vão ser tão alarmistas com relação ao uso de drogas. Entretanto, se o assunto vier à tona, devem se dirigir aos filhos expressando com sinceridade tanto os momentos bons como os momentos ruins daquela época de vida, cuidando para não transmitir uma visão idealizada e "glamourizada" das drogas. Se os pais ainda fazem uso de drogas ilegais, como regra geral isso não deveria ser colocado abertamente aos filhos. Alguns, alegando que não são hipócritas, chegam até mesmo a usá-las na companhia dos próprios filhos. Não percebem é que, ainda que o uso possa ser esporádico e não acarretar maiores problemas, a maior parte dos jovens não está preparada pra lidar com a questão, por uma série de razões que varia de família para família e de pessoa para pessoa.


11- Como as escolas podem colaborar na prevenção do uso indevido de drogas?

Diversas escolas têm adotado programas educativos com esse objetivo. Eles podem ser de grande ajuda aos jovens, sobretudo a partir do início da adolescência, desde que conduzidos de forma adequada. Como já foi explicado anteriormente, informações mal colocadas podem aguçar a curiosidade dos jovens, levando-os a experimentar drogas. Discursos antidrogas e mensagens amedrontadoras ou repressivas, além de não serem eficazes, podem até mesmo estimular o uso.
Nos programas de prevenção mais adequados, o uso de drogas deve ser discutido dentro de um contexto mais amplo de saúde. As drogas, a alimentação, os sentimentos, as emoções, os desejos, os ideais, ou seja, a qualidade de vida entendida como bem-estar físico, psíquico e social, são aspectos a serem abordados no sentido de levar o jovem a refletir sobre como viver de maneira saudável.
Os jovens devem aprender a conhecer suas emoções e a lidar com suas dificuldades e problemas. Um modelo de prevenção deve contribuir para que os indivíduos se responsabilizem por si mesmos, a fim de que comportamentos de risco da sociedade como um todo possam ser modificados.


12- Em se tratando de jovens que já usam drogas, qual deve ser a atitude da escola?

De preferência, a escola deve ter algumas regras bem estabelecidas, tais como não autorizar o uso de drogas, sejam legais (álcool e fumo) sejam ilegais (maconha, cocaína), nas suas dependências. Por outro lado, seria abusivo e contraproducente a escola tomar atitudes drásticas com alunos que fazem uso de drogas (como a expulsão). A exclusão só irá diminuir ass chances de os jovens serem compreendidos e seus casos tratados de forma adequada.
Nesse sentido, se for detectado que alunos estão utilizando algum tipo de droga de forma abusiva, e a escola não souber lidar com esse tipo de situação, ela deve procurar apoio em serviços de saúde: neles os alunos receberão atendimento especializado e, se for o caso, serão tratados.
O mais importante é estimularem-se atividades criativas que possam absorver e entusiasmar os jovens. Para alguém afastar-se das drogas, é necessário que existam outras opções mais interessantes e prazerosas, que possam ocupar o tempo que seria utilizado com drogas, dentro de um contexto muito saudável.


UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO PAULO
ESCOLA PAULISTA DE MEDICINA
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