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O que é Telemedicina?

Telemedicina/Telessaúde é oferta de serviços ligados aos cuidados com a saúde, nos casos em que a distância é um fator crítico, ampliando a assistência e também a cobertura. Tais serviços são fornecidos por profissionais da área da saúde, usando tecnologias de informação e de comunicação para o intercâmbio de informações válidas para promoção, proteção, redução do risco da doença e outros agravos e recuperação. Além de possibilitar uma educação contínuada em saúde de profissionais, cuidadores e pessoas, assim como, facilitar pesquisas, avaliações e gestão da saúde. Sempre no interesse de melhorar o bem estar e a saúde das pessoas e de suas comunidades. Adaptado da Organização Mundial de Saúde – OMS (1997) - http://www.who.org

Telemedicina e telessaúde são termos amplamente utilizados para representar o uso de tecnologias de telecomunicação e de informação para suportar serviços, treinamento e informação em saúde para provedores de assistência médica e pacientes.


A essência dessas áreas é a oferta de serviços e informação médicos para indivíduos em suas próprias comunidades excluindo a necessidade de locomoção para os centros de referência.

Dessa maneira, telemedicina e telessaúde emergem como novas ferramentas significativas para transpor as barreiras culturais, sócio-econômicas e geográficas para os serviços e informação em saúde em centros urbanos remotos e comunidades carentes.

Seus benefícios incluem acesso local a especialistas, melhoria na assistência primária em saúde e o aumento da disponibilidade de recursos para a educação médica e informação em saúde em comunidades desprovidas de recursos.

De maneira geral a telemedicina é praticada em hospitais e instituições de saúde que buscam outras instituições de referência para consultar e trocar informações. Atualmente também vem sendo aplicada para a obtenção de uma segunda opinião médica, na assistência a pacientes crônicos, idosos e gestantes de alto risco, assim como na assistência direta ao paciente em sua casa [Wakefield, 2004].

Entretanto, é possível imaginar que um outro cenário para a telemedicina seja a sua aplicação na assistência primária a pequenas comunidades em regiões em desvantagem geográfica ou sócio-cultural. Uma vez que a assistência primária é um processo participativo, por meio do qual os provedores de serviços de saúde devolvem à população a responsabilidade primária sobre o cuidado com a saúde pessoal e coletiva, a telemedicina assume um papel importante para a assistência remota e disseminação de informação.

Assim, acredita-se que a telemedicina pode ampliar as ações de profissionais e agentes de saúde comunitários, integrando-os aos serviços de saúde localizados em hospitais e centros de referência, mantendo um mecanismo de atendimento contínuo para prevenção, diagnóstico e tratamento. Medidas recentes de crescimento do número de publicações sobre telemedicina têm de-monstrado um crescimento do setor. Moser [Moser, 2004] recuperou 5911 publicações da MEDLINE de janeiro de 1964 a junho de 2003 e detectou uma distribuição heterogênea de publicações. O tema telemedicina representa 0,05% de todas as publicações no MEDLINE e 97% das publicações tem origem na América do Norte, Europa e outros países classificados como industrializados, sendo que paises como Noruega e Finlândia lideram em termos de publicações por milhões de habitantes.

Embora a avaliação tenha considerado apenas publicações avaliadas por comitê revisor [Youngberry, 2004], se forem consideradas as publicações não referenciadas na MEDLINE, verifica-se ainda uma heterogeneidade na distribuição geográfica mas um aumento da importância e presença desse tema.

O Setor de Telemedicina (SET) do Departamento de Informática em Saúde (DIS) da Universidade Federal de São Paulo – Escola Paulista de Medicina (UNIFESP/EPM)- representa o estabelecimento de um esforço para a disseminação, promoção e desenvolvimento de programas de assistência e cooperação remota em saúde. A página do SET está disponível no endereço

http://www.unifesp.br/dis/set.

Referências

[Wakefield, 2004] Wakefield, B.J., Holman, J.E., Ray, A., Morse, J., Kienzle, M.G. (2004), “Nurse and patient communication via low-Introduction and high-bandwidth home telecare systems”, In: Jour-nal of Telemedicine and Telecare, v. 10, n. 3, p. 156-159.

[Moser, 2004] Moser, P. L., Hauffe, H., Lorenz, I.H., Hager, M., Tiefenthaler, W., Lorenz, H.M., Mikuz, G., Soegner, P., Kolbitsch, C. (2004), “Publication output in telemedicine during the period January 1964 to July 2003”, In: Journal of Telemedicine and Telecare, v. 10, n. 3, p. 72–77.

[Youngberry, 2004] Youngberry K. (2004), “Letters to the Editor: Telemedicine research and MEDLINE”, In: Journal of Telemedicine and Telecare , v. 10, n. 3, p. 121-123.

 

Autores: Paulo Roberto de Lima Lopes, Claudia Novoa Barsottini, Ivan Torres Pisa, Daniel Siguelem. Dezembro  2005.              

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