O GHEMAT - Grupo de Pesquisa de História da Educação Matemática no Brasil foi criado em 2000. O Grupo vincula-se à UNIFESP – Universidade Federal de São Paulo e é coordenado pelo Prof. Dr. Wagner Rodrigues Valente, tendo como integrantes a Profa. Dra. Maria Célia Leme da Silva e a Profa. Dra. Maria Cristina de Oliveira. O GHEMAT conta, também, com equipes de pesquisa da Pontifícia Universidade Católica do Paraná - PUC-PR, sob coordenação da Profa. Dra. Neuza Bertoni Pinto; da Universidade do Vale do Sinos - UNISINOS, sob coordenação da Profa. Dra. Maria Cecília Bueno Fischer; da Universidade Estadual de Feira de Santana – UEFS - Bahia, sob coordenação da Prof. André Mattedi Dias; da Universidade Federal de Sergipe, sob coordenação da Profa. Dra. Ivanete Batista dos Santos; da Universidade Federal do Mato Grosso, sob coordenação da Profa. Dra. Gladys Denise Wielewski; da Universidade Federal de Santa Catarina, sob coordenação da Profa. Dra. Cláudia Regina Flores; da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais - PUC-Minas, sob coordenação da Profa. Dra. Elenice de Souza Lodron Zuin e da Universidade do Vale do Sapucaí - UNIVÁS, MG, coordenado pela Profa. Dra. Aparecida Rodrigues Silva Duarte.

Os projetos de pesquisa têm como objetivo produzir história da educação matemática no Brasil. Ela se dá pelo ofício do historiador em sua tarefa de produção de objetos, de promoção de operações com documentação a ser transformada em fontes de pesquisa, e submissão de seu texto a regras de controle pela comunidade de historiadores.
Assim, duas questões fundamentais orientam as investigações do Grupo:

A que serve praticar historicamente a historia da educação matemática?

Qual o significado da construção de uma perspectiva histórica para a educação matemática brasileira?

Essas questões orientadoras têm permitido ao GHEMAT realizar uma reflexão mais ampla sobre o tempo, sobre a caracterização de sua cronologia e sobre como caracterizam-se as mudanças.

As investigações históricas que estão sendo realizadas pelo Grupo vêm colocando em xeque perspectivas que intentam subordinar o estudo das mudanças nos saberes escolares – e em particular na matemática escolar – a uma questão de transposições didáticas.
A prática da história da educação matemática que vem sendo realizada pelo GHEMAT tem possibilitado um início de resposta a questões, por exemplo, como: Por que hoje colocamos os problemas sobre o ensino de matemática do modo como colocamos? Por que pensamos em reformas sobre esse ensino do modo como são propostas? Por que ensinamos o que ensinamos em Matemática? Por que determinados saberes matemáticos são válidos para o ensino em detrimento de outros? Essas são questões do presente, naturalizadas, não-problematizadas, que a prática da história da educação matemática tem a tarefa de desnaturalizá-las.

Nessa tarefa, os pesquisadores do GHEMAT tomam o intra-muros da ambiência educativa como local privilegiado de estudos. Envolvidos com todo tipo de documentação escolar acumulada ao longo do tempo, o historiador da educação matemática, intenta elaborar a narrativa que explicite a produção da matemática para o ensino elementar historicamente utilizada pela escola. Assim, o estudo histórico da matemática escolar, da matemática praticada no interior das escolas ao longo do tempo, exige que se deva considerar os produtos dessa cultura do ensino de matemática, os elementos que foram elaborados ao longo do tempo, que deixaram traços que permitem o estudo da matemática na escola. Livros didáticos de matemática, documentos contidos nos arquivos escolares, provas e exames, materiais de professores e alunos dentre outros, são exemplos desses produtos. Tais ingredientes para elaboração da história da matemática escolar precisam ser vistos como elementos produzidos pela cultura escolar em sua relação com outras esferas, outras culturas.

Essa perspectiva de tratar historicamente a matemática escolar leva as pesquisas a serem vistas como temas da História da Educação. De outra parte a alternativa de pensar a História da Matemática Escolar como especialização da História da Educação não implica, no entanto, na rejeição da Matemática. Essa opção refere-se à possibilidade de sua apreensão pela via escolar. Assim procedendo, o GHEMAT não intenta, por certo, estreitar a possibilidade de compreensão da Matemática na escola, tomando-a como caixa preta aos não “especialistas da especialidade”. Antes, ao contrário, isso significa alargar o entendimento de como se dá, na História, o processo de escolarização dos diferentes saberes e, em particular, da Matemática, tomando como ponto de partida um instrumental teórico-metodológico, utilizado por historiadores.

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