O que transforma/reforma é o LabHum e não o Livro em si..., por Laise Nucci

 

Quando comecei a lei a Odisséia, de imediato pensei na minha história e não podia ser diferente.

Enquanto a história é escrita, não é possível ter uma visão do porquê as coisas acontecem como acontecem. Enquanto realizamos a leitura não é possível modificar o que já está no papel, mas podemos pensar na história que estamos escrevendo neste momento. E então lembrei daquele livro chamado ZOOM, que vai mostrando diversas dimensões.

E o enquanto ficou muito forte em minha mente.

Há 10 anos meu segundo marido foi em busca de seu sonho. As notícias foram se espaçando, até que um dia, depois de 5 anos, resolvi procurar saber como ele estava, para que eu pudesse sair da condição de quem espera. Ele não tinha conseguido realizar o sonho e o orgulho não permitiu que ele voltasse, ou mandasse notícias, foi vencido na batalha. Eu saí da condição de quem espera, ele não vai voltar.

A questão dos pretendentes me chamou muito a atenção, pois, manter a situação é uma forma de garantir que não se perde, por outro lado, não se ganha. mantém-se o enquanto que é cômodo e confortável... por um tempo.

Meu filho mais velho (do meu primeiro casamento), completou 29 anos e resolveu sair do enquanto. Tinha um namoro de 10 anos e há 3 morava com a namorada. Tinha um emprego estável, com perspectiva de carreira, mas tinha um ideal e resolveu sair do enquanto, da condição de pretendente e ir em busca do sonho. Viajou sem data para voltar. Teve o movimento, eu admiro isso, admiro a coragem.

Tenho épocas na vida que fico muito satisfeita com meu trabalho, em outras nem tanto. É preciso movimento.

Há ANOS pretendo fazer o mestrado e enquanto pretendo, existe a possibilidade, não existe a negativa... O enquanto garante a possibilidade...

Laise Nucci
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