Literatura bem tratada

Relato de experiência de Antonio Palma a partir da obra Névoa, de Miguel de Unamuno

Alguns aspectos me impressionaram nas reuniões do LabHum:

1. O primeiro foi constatar a absoluta entrega com que os participantes abraçaram e se dedicaram à leitura.

 

2. O segundo foi acompanhar a complexidade e a profundidade das interpretações textuais de todos os participantes.

3. Terceiro, constatar a singeleza com que esses dois primeiros aspectos se unem, ou seja, essa dedicação e capacidade de análise fluem nas reuniões de forma natural, como parte integrante mesmo do mundo emocional dos participantes.

Eu confesso que nunca tinha visto de perto tantas pessoas falarem de literatura de forma tão apropriada e tão espontânea, e ao mesmo tempo de forma tão prazerosa.

Eu convivo com o mundo dos livros há muitos anos, mas talvez por nunca ter dado aulas, a literatura para mim sempre foi uma atividade solitária, seja como leitor, como tradutor, como escritor, enfim. Se não inteiramente solitária, compartilhada com muito poucos.

De forma que foi uma ótima surpresa, e pude constar nas reuniões o quanto a literatura pode ser capaz de motivar a compreensão do mundo de uma forma mais ampla, mais alargada, capaz de abranger as inúmeras contradições humanas e dificuldades de entendimento da realidade imediata.

Mas a literatura, quando solitária, não é capaz de êxito nisso.

Só é capaz de atingir esse objetivo maior quando ela é bem tratada, bem direcionada e bem recebida. Exatamente como é o caso do LabHum.

Só posso parabenizar o Dante, o Yuri e todos aqui.

E agradecer, claro.

Obrigado!

 

 


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